30 jan 2017

Não costumo escrever muitos textos por aqui, mas me deu vontade de contar pra vocês a minha aventura (não, a minha vida não é muito agitada).

Fui convidado para ir num show daquelas mina que se chamam tudo algo que rima com MAIARA. Até dois dias atrás eu não conseguiria citar o nome de nenhuma delas corretamente. Porém, recebi o convite para ir no show delas em um camarote bonitão, de frente pro palco, com cadeira pra eu sentar quando eu ficasse cansado (17 minutos). Se eu aceitaria o convite se não fosse de camarote? Bem provável que não, eu sou um idoso praticamente.

Pois bem, fiz minha mochilinha, coloquei a gata no carro e dirigi 250km de Porto Alegre até Araranguá, em Santa Catarina onde aconteceria o show.

Na entrada passei por aquela corriqueira situação onde dentre um grupo de 10 pessoas, todas com a pulseira do camarote, eu fui escolhido ALEATORIAMENTE como o único a ser revistado pelo segurança. Mas, como o racismo não existe no Brasil e isto é apenas mimimi, segui em frente.

Logo que cheguei no camarote, me posicionei em um lugar em que eu pudesse me apoiar (eu não aguento 20 minutos de pé sem apoio) e ali fiquei esperando começar o show. Logo a minha frente estava a pista, e enquanto o show não começava eu me distraí assistindo um cara pagando várias bebidas pra uma mina e tentando beijar ela de todas as formas possíveis (SPOILER: ele não pegou a mina). Dei gostosas risadas com o fracasso alheio.

Começou o show da tal Marília Mendonça, da qual eu descobri a existência há duas semanas atrás. Legal, a mina canta bem, o pessoal curtiu, tudo massa. Até rolou um boato no GRUPO DA FAMÍLIA de que a gente tinha aparecido no Instagram dela…

Fiquei gato, né? Pois bem, acabou o show e eu pensei BELEZA, VAMO EMBORA QUE DÁ TEMPO DE VER O CORUJÃO, mas ainda tinha outro show: MARAIA MAIARISA.

Não, MAIARA E MAIARISA.

Peraí, vou pesquisar.

MAIARA E MARAISA. Mano quando aquelas mina apareceram no palco parece que uma parte do meu cérebro que estava até então desativada milagrosamente acordou: A PARTE QUE CURTE SERTANEJO. Cara, se somar as duas mina não dá 2 metros de altura, mas elas encheram aquele palco de uma maneira que até meu pênis aplaudiu.

As mina corriam, pulavam, dançavam, tudo isso usando um salto do tamanho da minha canela. A produção do show era um bagulho que quase chegou perto de um show do Roupa Nova. Quase.

Na minha cabeça naquele momento, um show de fogos acontecia. Tive quase certeza que ele, o ser superior, sim, ele mesmo, FAUSTÃO apareceu por alguns segundos na minha frente, e me disse em uma voz suave: “TÁ PEGANDO FOGO, BICHO!”.

Fiquei quase até o fim do show (pra não ficar preso no trânsito da saída), porém fui embora surpreendentemente satisfeito.

Dias depois, o resultado foi esse:

Passei a manhã de hoje ouvindo essas músicas. O QUE ESTÁ ACONTECENDO COMIGO? Não sei, mas descobri que o gosto musical de uma pessoa é uma coisa que não dá pra controlar, simplesmente acontece.

Então, para concluir, a intenção desse texto imbecil é dizer que a gente até faz cara feia quando ouve falar desse tipo de música diferente, que a gente nem conhece e naturalmente já não gosta, mas em uma noite e com apenas duas latinha de BÃDE na cabeça tudo pode mudar. Estou impressionado comigo mesmo e pronto pra conhecer estilos musicais que eu sempre tive preconceito.

Exceto funk.

Funk é uma bosta.

09 set 2016

Venho por meio deste fazer um apelo. Um pedido ao mundo todo.

Quem viveu a adolescência no início dos anos 2000 pegou o auge da moda masculina (não vou falar da feminina porque eu não sei o nome dos coiso, me ajudem).

O sonho de todo rapaz na época era SER esta pessoa:

rodriguinho

Cabelo descolorido, viseira branca, brinco de pedra feat. argola, semi luva de goleiro de salão, regata pra aparecer o MUQUE, e da cintura pra baixo a BERMUCALÇA…

Veja completo

12 abr 2016

Percebi que faz tempo que não escrevo textos por aqui, então resolvi transformar alguns pensamentos nesse pequeno conjunto de palavras.

Sempre vejo muita gente falando que não curte mandar seu cocozinho embora fora de casa. Na moral, ninguém gosta, mas tem gente que não fala de cocô porque tem vergonha. A verdade é que todo mundo caga, e não há motivo para não falarmos abertamente sobre o assunto.

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Até os 18 anos eu nunca tinha cagado fora da minha casa ou de casa de algum parente ou amigo bem próximo. Eu simplesmente não conseguia, preferia segurar o aerolito na porta da saída do que encarar um vaso estranho. Quando entrei na faculdade, e comecei a passar o dia todo fora, percebi que alguma hora ia acontecer o inevitável.

E aconteceu. Era uma noite chuvosa, última aula do dia, e logo no início da aula, as contrações já estavam com intervalo de 10 segundos, e mesmo sem espelho, eu conseguia ver meu próprio rosto ficando verde da caganeira. Por sorte, o prédio da faculdade era novo, o banheiro limpíssimo, e com papel de sobra. O bombardeio durou 46 segundos, fiz tudo o mais rápido que consegui, pois aquilo era desconfortável pra mim. Porém, os anos foram passando, e como eu trabalhava durante o dia e estudava à noite, era impossível não fritar um churros em um desses lugares.

Conforme os anos foram passando, peguei um gosto por marcar locais. Fazer um check-in em locais diferentes usando apenas meu cocô. Aquele meu antigo medo de cagar fora de casa se transformaria em uma profissão informal: sommelier de vaso sanitário.

Nos últimos anos eu viajei para vários locais, e notei que cada aeroporto tem sua forma de deixar o vaso confortável para sua cagada. Alguns aeroportos tem protetor de assento, que são desconfortáveis mas é a única saída as vezes. No aeroporto do Galeão, no Rio tem um spray desinfetante, pra passar no assento antes de depositar seu rabo, o que eu julgo até agora como a melhor solução pra não pegar zika vírus pelo cu.

Na minha cidade, Porto Alegre, eu tenho um mapa mental de onde é melhor pra cagar caso você precise. Nos shoppings eu já praticamente sou especialista em banheiros: no Iguatemi é abafado e escuro, no Praia de Belas é apertado, no Bourbon o vaso é ruim de sentar, no Barra a porta é alta e quase transparente, dificultando a concentração. Eu poderia escrever um guia ONDE CAGAR EM PORTO ALEGRE. Inclusive aconselho amigos que estão nessa situação, para melhorar sua experiência. “Ó, CAGA ALI QUE É MELHOR QUE AQUI”, eu digo pra eles.

Então, para aqueles que ficam dias segurando a merda só pra não cagar fora de casa (conheço gente que ficou 4 dias sem cagar durante o feriado de carnaval só pra esperar voltar pra casa), eu recomendo que experimente essa nova experiência, avalie locais, se especialize, ajude as pessoas a terem uma cagada confortável. Sua vida vai mudar, confie em mim.

17 jul 2015

Já que as histórias emocionantes tão fazendo sucesso por aqui, vou aproveitar o momento e mandar mais uma:

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Toda história que de certa forma envolve o Péricles é sempre válida. Não importa o contexto, basta o Péricles aparecer. E essa parece ser verídica. Daqui a pouco já dá pra publicar um livro…

15 jul 2015

Mais uma daquelas famosas histórias de “texto verde”, tipo um texto que eu fiz aqui há um tempo atrás. Esse apareceu lá no grupo hoje, senta que lá vem a história:

hist

Qualquer história com o Péricles é uma boa história. Não se prendam a fatos ou a veracidade ou não da história, apenas imaginem o Péricles nessa cena.

Vai filhão!