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03/13

Da série: Esta imagem é real?

dog

Olhando pra isso lembrei de um causo que aconteceu comigo esses dias:

Comprei um fogão, bem simples, só pra cozinhar umas batatas pro churrasco de domingo. Na tampa de vidro do fogão tinha um adesivo de papel, daqueles que indica o consumo de gás do fogão. Legal, li as informações e tirei o adesivo. Mas ele não saiu.

Sabe aqueles adesivos que tem uma super cola capaz de unir dois reatores nucleares? Sim, essa foi a cola utilizada num adesivo que OBVIAMENTE qualquer um vai tirar antes do primeiro uso, pra ficar bonitinho.

Lá fui eu tentar usar álcool pra tirar o restante de cola e papel. Nada.

Já imaginei um pobre pai de família que finalmente conseguiu comprar um fogão para alimentar os filhos, mas não pode cozinhar ainda, pois o adesivo não sai, e isso incomoda ele. As crianças com fome e ele ali, tentando remover o adesivo.

Tentei solvente de tinta. Encharquei um pano com aquele líquido fedorento, que instantaneamente encontrou um machucadinho no canto da minha unha que me ardeu até o cu. Enfim, a cola começou a se desprender do vidro do fogão. Mais uma vez o pai de família voltou à minha mente… Imaginei ele usando solvente no fogão, enquanto os filhos aguardam a comida, e o menor deles, menino Helerson, pega a lata do solvente, e cheira. Pensei como aquele simples adesivo mal feito pode ter colocado aquela simples família no rumo das drogas e acabar de vez com a harmonia daquela casa.

O pano ficou inutilizável. Não tinha como tirar aquele cheiro horrível. Meu pano de estimação, que minha avó me deu antes de morrer e disse “proteja com sua vida”, estava indo pro lixo com cheiro de solvente.

O adesivo saiu, mas ficou uma espécie de marca no vidro, que não sai. É permanente. Eu imagino se o FILHO DA PUTA que pensou em colocar um adesivo de papel com cola bonder no vidro de um fogão imaginou que isso poderia destruir a vida de uma família inteira. É esse o país da copa? É num lugar que as pessoas não sabem usar um adesivo de plástico de fácil remoção que você criará seus filhos?

Acorda Brasil.

22
02/13

Filmes X Realidade

queda

Lembro de uma vez que eu e uns amigos estávamos descendo um barranco em cima de um capô de fusca velho.

Certa hora, o capô bateu numa pedra, e a inércia FDP projetou todos os pirralhos pra frente.

Eu, super esperto, pra não ralar a bunda no chão, pensei: VOU PROTEGÊ-LA COM AS MÃOS.

Foram duas semanas com as mãos em carne viva, sem poder nem comer direito.

Ai, a infância…

07
02/13

Folha ao Vento

folha

Uma vez uma borboleta pousou no vidro do meu carro num sinal vermelho.

Achei que ela voaria quando eu arrancasse, mas ela permaneceu ali, imóvel.

Andei por uma hora, e a maldita ali, parada, me olhando.

Se eu ligasse o limpador, tinha o perigo de esmagar o bicho e sujar o vidro todo.

Cheguei em casa, desci do carro, a desgraçada ali, parada.

Me aproximei dela e percebi que estava morta a borboleta. Não sei se morreu ali ou caiu morta do céu e ficou grudada.

Prefiro pensar que matei a coitada do coração com minhas manobras.


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